São inquestionáveis os benefícios que a prática regular de atividade física traz para a saúde. Entretanto, é importante que haja sempre o acompanhamento de um profissional para avaliação e orientação dos atletas, inclusive os amadores.
O excesso de atividade física sem o devido reforço muscular, por exemplo, pode ocasionar desgastes das cartilagens das articulações, desencadeando dores, processos inflamatórios e lesões de difícil tratamento.
Por isso, antes de iniciar uma rotina de treinos, consulte seu médico.

OVERUSE

Todo praticante de vôlei, natação, tênis, handebol, baseball, basquete, musculação, ou outro esporte que envolva uma concentração de movimentos acima da linha do ombro, deve ficar atento a pequenas dores ou incômodos na região do bíceps. A tração do bíceps ou “over use” da superfície do úmero pode causar a soltura do cabo longo do bíceps.
Em casos mais graves, o revestimento cartilaginoso que auxilia no encaixe da cabeça do úmero pode ficar comprimido entre o úmero e a clavícula, podendo provocar a soltura de ligamentos ou tendões, o que pode tirar o ombro do lugar e provocar dores agudas.

COTOVELO DE TENISTA

Outro exemplo de problema decorrente da prática esportiva é o caso conhecido como “cotovelo de tenista”, com dores agudas no cotovelo, antebraço, punho, além de causar mialgia (dor nos músculos da mão) que pode evoluir para uma artrite.
O cotovelo é a articulação situada na região mediana do braço onde se reúnem três ossos longos: o úmero, o rádio e o cúbito. O úmero situa-se no braço e articula-se com o cúbito na região interna do antebraço e com o rádio na região externa do antebraço.
Esta articulação permite os movimentos de rotação, flexão e extensão do braço. A flexão do antebraço é realizada pelo bíceps e a extensão depende do tríceps. O cotovelo pode ser afetado por inflamações de tendões ou da bursa, por fraturas, artrite ou irritação de estruturas nervosas.
Os esportes que mais causam lesões são o tênis, golfe, esportes de contato e futebol.